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CAZU

Cazu Barros

Cazu tem uma paixão imensa pela vida. Ama o Sol, o mar, a natureza, a sua família e, principalmente, seus amigos. “Os amores passam, mas os amigos ficam”, costuma dizer. Para ele, um “dia Cazu” é aquele que transmite alegria, força e muita energia positiva.

Cazu tem 36 anos e há 20 vive com HIV. Sempre foi bom, sempre foi honesto, sincero, trabalhador e, sobretudo, feliz. O HIV não lhe trouxe nem lhe tirou nada disso. Continua sendo o mesmo, com a diferença de ter contraído um vírus. Considera que os preconceitos e a discriminação são o que mais afeta as pessoas com HIV, muito mais que o próprio vírus. E defende a idéia de que é necessário dar um fim ao HIV, e não a quem vive com HIV.

Cazu admite que as pessoas estão menosprezando o HIV, pensando que, com os tratamentos disponíveis, a epidemia está controlada. No entanto, completa que não é fácil viver com o vírus e manifestar esta realidade em público, assim como também não é fácil tomar os medicamentos e ter acesso a eles. Por isso, insiste que todo mundo deve se cuidar e usar preservativo nas relações sexuais.

Quando recebeu seu diagnóstico, lhe deram 6 meses de vida. Conta que, durante muito tempo, deixou de fazer muitas coisas porque estava com o cemitério na cabeça. Hoje, 20 anos depois, afirma estar muito mais preparado para viver do que para morrer.



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