Ilsa Aguilar
Para Ilsa, a paixão é algo que não se discute, que não muda. Para ela, o processo de ser transexual é uma paixão, porque é o que a faz sentir-se realizada, é o que quer ser e o que quer manifestar.
Ilsa tem 19 anos e desde os 16 vive com HIV. Quando fez o teste de HIV pela primeira vez, deu negativo e prometeu, que a partir daí, se cuidaria. Mas depois, voltou a ter relações sexuais sem preservativo e, um ano mais tarde, se infectou. O diagnóstico de HIV representou um desafio e uma nova responsabilidade: aprender a se cuidar e a encontrar um equilíbrio.
Daqui a dez anos, se imagina com progressos físicos e econômicos, com casa e carros próprios. E, apesar de que reconhece que a discriminação e a transfobia formam parte de sua vida, já não se importa com o que os outros pensam dela, mas sim com o que quer para si mesma.
Seu diagnóstico foi uma mudança significativa e um processo forte, por isso, para Ilsa, é fundamental que o HIV não fique em silêncio: compartilhar as experiências e não ficar calada, para que não seja assunto só de alguns, mas de todos.
