O Vírus de Imunodeficiência Humana - HIV, pelas suas siglas – é um vírus que afeta o sistema de defesas do organismo, chamado sistema imunológico.
A função do sistema imunológico é proteger o ser humano de doenças. O HIV ataca as células conhecidas como linfócitos T CD4, que participam na função de alertar o resto do sistema imune, sobre os germens estranhos que entram no corpo, para que aquele possa destruí-los. Si essas células falham, é possível que distintos micróbios (bactérias, vírus, parasitas e fungos) venham a provocar doenças.
Uma pessoa que vive com HIV, tem o vírus em seu corpo. Porém, viver com HIV não implica necessariamente desenvolver sintomas ou doenças, mas sim, a possibilidade de ser transmissor do vírus a outras pessoas.
AIDS significa Síndrome de Imunodeficiência Adquirida e é um conjunto de sintomas que surgem quando o sistema imunológico, debilitado pelo HIV, permite a aparição de certas doenças, chamadas oportunistas.
O HIV é o vírus que afeta o sistema de defesa do organismo, o qual, uma vez debilitado pelo HIV, permite a aparição de doenças. Esta etapa mais avançada é a que se denomina AIDS. Ou seja, que não todas as pessoas que vivem com HIV chegam a essa etapa, mas todas as pessoas em que a AIDS se desenvolve, vivem com HIV.
O tempo em que o HIV demora-se converter em AIDS, varia de pessoa a pessoa e depende, quase sempre, de que esteja tomando o não a medicação. Geralmente, as pessoas nas quais se administram tratamentos com drogas adequadas, e que tomam corretamente os medicamentos, evitam a progressão do desenvolvimento de doenças. Sem tratamento, o período de tempo de vida, em geral, é de 8 a 10 anos.
O HIV se transmite, quando fluidos ou secreções corporais de uma pessoa com HIV, entram no corpo de outra pessoa. O HIV se encontra em todos os líquidos orgânicos daquela pessoa que o possui: sangue, sêmen, saliva, lágrimas, leite, colostro, urina, secreções vaginais e o líquido pré-seminal . Mesmo assim, só o sangue, o liquido pré-seminal, o sêmen, os fluidos vaginais e o leite materno apresentam uma concentração suficiente para produzir a transmissão.
O HIV se transmite somente através de três vias comprovadas: sexual, sangüínea e de mãe pra filho durante a gravidez, o parto ou amamentação.
Transmissão Sexual: As relações sexuais, tanto vaginais quanto anais ou buco-genitais, sem preservativo, são uma via de transmissão do HIV. A transmissão do vírus nas relações sexuais se realiza através de lesões ou feridas microscópicas que se produzem durante a penetração, a fricção ou outras práticas sexuais que envolvam fluidos corporais. No caso do sexo oral, a prática é de risco para a pessoa que use a boca.
Transmissão sangüínea: O risco de transmissão por via sangüínea mais habitual está no uso compartilhado de instrumentos punçantes ou cortantes, como seringas, agulhas e outros elementos para injeção. Também se recomenda não compartilhar instrumentos de uso pessoal, como barbeadores, escovas de dente, cortadores de unha, etc. As transfusões de sangue, não controladas, constituem um risco na transmissão do HIV, por isso, toda sangue usado para transfusão, deve ser controlada e sua extração, deve ser feita com material descartável.
Transmissão Vertical, perinatal ou de mãe para filho: Uma mulher que vive com HIV pode transmitir o vírus ao filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Estima-se que existem uma probabilidade de 30% de transmissão do vírus da madre ao bebê, se a mulher não recebe atenção médica durante qualquer uma dessas três etapas. Essa possibilidade se reduz a menos de 1%, se a mulher controla sua gravidez, faz o teste de HIV e recebe a atenção e o tratamento médico adequados e evitando, posteriormente, a amamentação.
A única maneira de saber se alguém contraiu HIV é através de um teste de laboratório; um exame de sangue que detecta a presença de anticorpos do HIV. Este teste se chama ELISA, mas, ao não ser completamente específico para a infecção por HIV, no caso de que saia positivo, seu resultado deve ser confirmado através de outros testes. O mais utilizado é conhecido como Western Blot. Se ambos testes são reativos, a pessoa que os fez tem uma sorologia positiva ou vive com HIV.
É bom saber que, após a infecção, os anticorpos demoram entre 3 semanas e 3 meses, a ser detectados. Por este motivo, durante esse período, chamado período da janela imunológica, os resultados podem dar negativo, mesmo se a pessoa estiver com o vírus. E por isso, se recomenda a repetição do teste, após três meses de feito o primeiro.
O teste de HIV não é obrigatório em caso algum e só pode ser feito sempre e quando a pessoa entenda o que isso implica e o possível impacto do resultado.
Recomenda-se que os centros de saúde ou hospitais, ofereçam conselheria pré e pós teste, ou seja, assessoramento anterior à realização do exame e no momento da entrega do resultado, qualquer que seja ele.
Não é possível reconhecer uma pessoa que vive com HIV só de olhar pra ela, já que o HIV pode não apresentar sintomas. Inclusive, estima-se que uma de cada três pessoas que têm HIV na América Latina, não sabem que o têm. O único jeito de saber se uma pessoa vive com HIV, é através do teste de HIV.
Não exDSTe um grupo de pessoas de risco, mas sim, comportamentos de risco. O jeito mais seguro de evitar a transmissão do HIV, é evitando condutas que aumentem o risco de infecção:
- Ter relações sexuais sem usar preservativo
- Ter uma doença sexualmente transmissível, como clamídia ou gonorréia
- Compartilhar seringas ou agulhas
- Compartir instrumentos de uso pessoal, como barbeadores, escovas de dente, cortadores de unha, etc.
- Não ter um controle durante a gravidez.
Confiar e amar o seu(sua) parceiro(a) não te protege. Todos estamos em risco, se não tomamos as precauções necessárias para prevenir a infecção do HIV.
Apesar de que em vários países vem-se investigando, ainda não foi descoberta uma vacina que seja efetiva em evitar ou curar esta doença. Durante mais de duas décadas, diferentes equipes de científicos vêm estudando o vírus, mas a elaboração de vacinas requer muitos anos de pesquisa em laboratórios e experimentos com animais, antes de que se possa iniciar um teste clínico em humanos.
ExDSTem medicamentos, sumamente efetivos, chamados anti-retrovirais (ARV) que controlam a replicação do HIV. A combinação de ARVs, é o que se conhece vulgarmente como “coquetel de drogas”.
Dessa maneira, é possível evitar o enfraquecimento do sDSTema de defesa e recuperar a suficiência imunológica, impedindo assim, a ocorrência de doenças oportunDSTas. Se o tratamento com ARV é efetivo, a progressão do vírus à AIDS, pode ser evitada. Assim mesmo, este tratamento não consegue erradicar o HIV, ou seja, que o HIV pode continuar sendo transmitido, se as precauções necessárias não forem tomadas. Esta medicação é aplicada como um tratamento crônico, DSTo é, para a vida toda.
É importante lembrar, que o tratamento ARV não é uma cura, que pode ter efeitos colaterais e que as pessoas com HIV devem aderir estritamente ao regime da medicação, uma vez iniciado. Para isso, é necessário ter à disposição o conhecimento e a vontade de começar e tomar a medicação corretamente, já que o mal uso pode provocar resDSTência ao vírus por parte do organismo.
As doenças sexualmente transmissíveis (DST), são doenças infecciosas produzidas por germens (bactérias, parasitas, fungos e vírus) que se adquirem, principalmente, durante as relações sexuais. As pessoas que possuem uma infecção por transmissão sexual são muito mais vulneráveis à infecção pelo HIV.
ExDSTem diferentes tipos de infecções sexualmente transmissíveis. As mais comuns são sífilis, gonorréia e outras como herpes, clamídia, o vírus papiloma humano (HPV) e a micose. O HIV/AIDS também é uma DST.
Se bem os riscos são menores que nas relações anais ou vaginais, o sexo oral também é uma das vias de transmissão do HIV e de outras DST. Podem exDSTir, na boca, pequenas feridas ou lesões microscópicas que, ao entrar em contato com o sêmen, o liquido pré-seminal ou os fluidos vaginais, convertem-se em porta de entrada para o vírus.
Por isso, é aconselhável proteger-se para evitar a transmissão do HIV ou de outras doenças sexualmente transmissíveis, através do uso de preservativos ou qualquer proteção de látex ou plástico.
O HIV não é um vírus que se adquira facilmente, porque não sobrevive fora do corpo. Necessita do organismo humano para sobreviver. Ele se aloja e se multiplica nas células do sDSTema imunológico. DSTo significa que não pode ser transmitido através de um contato físico casual ou cotidiano.
É muito importante saber que tipo de condutas ou práticas, não representam risco de transmissão, como ter relações sexuais, usando corretamente o preservativo, por exemplo. Beijar e abraçar são ações que não transmitem o HIV/AIDS. Também não se transmite através de um espirro, uma picada de pernilongo, usando a mesma louça ou as mesmas instalações higiênicas, através da depilação com cera, da saliva, das lágrima, do suor, do ar, da água, nem dos alimentos.
Para evitar a transmissão sexual: use o preservativo corretamente e constantemente, desde o princípio até o final da relação sexual, em todas suas relações sexuais, sejam elas vaginais, anais ou orais. Evite os lubrificantes à base de petróleo porque diminuem a resDSTência do látex. Mantenha os preservativos em lugares frescos e não abra a embalagem com os dentes. Limite a quantidade de parceiros sexuais e peça sempre a seu(sua) parceiro(a) que faça um teste de HIV.
Para evitar a transmissão sangüínea: Não compartilhe agulhas e seringas. Controle que qualquer procedimento que inclua corte ou punção (espetada) seja realizado com material descartável ou esterilizado, como no caso do dentDSTa, manicure, tatuagens, práticas medicas, entre outros.
Para evitar a transmissão da mãe ao bebê: Toda mulher grávida deve fazer o teste de HIV, no primeiro exame pré-natal de sua gravidez. Se o resultado for positivo, recomenda-se que essa mulher tenha acompanhamento médico constante de sua gestação, junto a um tratamento clínico, e que suspenda a amamentação.
América Latina é a terceira região do mundo, mais afetada pelo HIV, depois da África Sub-Sahariana e o Caribe. De acordo com as últimas cifras da ONUAIDS, 1,7 milhões de pessoas vivem com HIV nessa região. As características da epidemia variam, segundo as culturas dos diferentes países, suas diferenças sociais, étnicas e geográficas.
Uma das características mais comuns da epidemia, nessa região, é a sua invisibilidade, aprofundada pelo estigma, a desigualdade de gênero, a discriminação pela orientação sexual, as dificuldades de acesso à educação e à saúde. O principal meio de transmissão nessa região, são as relações sexuais heterossexuais e homossexuais sem proteção.
Cifras da ONUAIDS na América Latina:
Pessoas vivendo com HIV: 1,7 milhões
Novas infecções (2007): 140.000
Mortes causadas pela AIDS (2007): 63.000
HIV/AIDS no mundo
De acordo com os dados da ONUAIDS, a porcentagem mundial de pessoas, que vivem com HIV, tem se estabilizado desde o ano 2000. Em 2007, 2,7 milhões de novos casos foram regDSTrados e 2 milhões de pessoas morreram devido à AIDS. A África Sub-Sahariana continua sendo a região mais afetada pelo HIV, com 67% do total de pessoas vivendo com o vírus e onde, 6.500 pessoas morrem, por dia, devido ao HIV/AIDS.
Cifras da ONUAIDS no mundo
Pessoas vivendo com HIV: 33 milhões
Novas infecções (2007): 2,7 milhões
Mortes causadas pela AIDS: 2 milhões
As mulheres e os jovens são uma população cada vez mais vulnerável ao HIV/AIDS, na America Latina e no mundo.
As mulheres representam a metade das pessoas que vivem com HIV no mundo todo. Durante os últimos 10 anos, a proporção de mulheres, entre pessoas que vivem com HIV, tem permanecido estável a nível mundial, porém, tem crescido em muitas regiões. Na América Latina, o número de mulheres com HIV tem aumentado, principalmente na Argentina, no Brasil, Peru e Uruguai.
Quanto aos jovens, entre 15 e 24 anos, estes representam um estimado de 45% das novas infecções por HIV no mundo todo e, de acordo com as cifras da ONUAIDS, 370.000 crianças, menores a 15 anos, foram infectadas com HIV em 2007. A nível mundial, o número de crianças menores a 15 anos, que vivem com o HIV, aumentou de 1,6 milhões em 2001 a 2 milhões em 2007.
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